Resumo
Objetivo: Analisar e comparar o desempenho dos indicadores assistenciais de acompanhamento de indivíduos com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus (DM) no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF) no estado de São Paulo sob a vigência das políticas indutoras de desempenho. Metodologia: Estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, utilizando dados secundários obtidos a partir do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). Foram analisados os indicadores de desempenho específicos da carteira de serviços de doenças crônicas: Indicador 6 (Percentual de hipertensos com aferição de pressão arterial registrada) e Indicador 7 (Percentual de diabéticos com solicitação de hemoglobina glicada). Resultados: Constatou-se uma assimetria histórica entre os dois indicadores. Enquanto o indicador vinculado à hipertensão apresenta maior captação e estabilidade devido à simplicidade da aferição clínica no cotidiano da ESF, o indicador de diabetes expõe um gargalo estrutural, condicionado à logística de exames laboratoriais e agendamentos na rede secundária. Conclusão: Políticas de financiamento baseadas em desempenho induzem a organização do registro, porém evidenciam as barreiras estruturais do SUS na garantia do cuidado integral às condições crônicas.
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