Resumo
Introdução: Infecções congênitas pertencentes ao grupo TORCH são causas importantes de deficiência auditiva em recém-nascidos, com o citomegalovírus (CMV) despontando como o principal fator etiológico não genético. Objetivo: Analisar a associação entre infecções congênitas, especialmente o CMV, e o desenvolvimento de perda auditiva neurossensorial na infância. Metodologia: Revisão narrativa da literatura com foco em estudos de triagem neonatal, manifestações clínicas de infecções congênitas e exames de imagem/laboratoriais específicos. Resultados e Discussão: O CMV causa labirintite viral e lesão direta nas células ciliadas da cóclea, frequentemente apresentando-se de forma assintomática ao nascimento, mas evoluindo com perda auditiva tardia ou flutuante. Outras infecções como sífilis e toxoplasmose causam danos inflamatórios severos que exigem acompanhamento prolongado. Conclusão: O rastreamento de infecções na gestação e o monitoramento audiológico rigoroso de bebês expostos ao CMV são cruciais para evitar atrasos no desenvolvimento global da criança.
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