Boca, mente e escola: o impacto da estigmatização facial e da dor odontológica crônica na regulação emocional e aprendizagem na infância e adolescência
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Palavras-chave

Saúde Bucal
Regulação Emocional
Estigma Social
Rendimento Escolar
Neurobiologia da Dor
Atenção Primária à Saúde

Como Citar

GONÇALVES, . C. .; SCOPINHO, . da C. .; SPADARI, . T. . Boca, mente e escola: o impacto da estigmatização facial e da dor odontológica crônica na regulação emocional e aprendizagem na infância e adolescência. Revista Científica da FHO|Uniararas, Araras, SP, v. 14, n. 1, p. 152–156, 2026. DOI: 10.55660/revfho.v14i1.335. Disponível em: https://ojs.fho.edu.br:8481/revfho/article/view/335. Acesso em: 16 set. 2026.

Resumo

Introdução: A cavidade oral desempenha papel central na comunicação interpessoal, na estética facial e na nutrição. Em crianças e adolescentes, agravos bucais visíveis ou dolorosos – como a cárie severa da infância, maloclusões e halitose – ultrapassam o prejuízo físico, impactando funções neurocognitivas e de regulação emocional. A dor odontológica crônica atua como um estressor biológico contínuo, enquanto as alterações estéticas expõem o indivíduo ao sofrimento psicossocial no ambiente escolar. Objetivo: Analisar os mecanismos neurobiológicos e psicossociais pelos quais a dor odontológica crônica e a estigmatização facial decorrente da má higiene oral afetam a regulação emocional, o comportamento e a aprendizagem de crianças e adolescentes. Metodologia: Estudo analítico-reflexivo embasado em revisão da literatura científica e na análise observacional contextualizada a partir das vivências do projeto de extensão universitária "Guardiões do Sorriso", desenvolvido por acadêmicos de Medicina junto à Atenção Primária e à rede escolar. Resultados e Discussão: A dor odontológica contínua ativa cronicamente o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), resultando no aumento da secreção de cortisol e alteração no sono, o que culmina em déficit de atenção, hiperatividade secundária e irritabilidade na sala de aula. Paralelamente, o estigma facial e as zombarias (bullying) geram esquiva interpessoal, supressão emocional e rebaixamento da autoestima. A perda da motivação e a diminuição das funções executivas reduzem a adesão às práticas de autocuidado e de escovação, retroalimentando o quadro patológico. Conclusão: O comprometimento da saúde bucal atua como um gatilho multissistêmico no desenvolvimento infantojuvenil. Torna-se imprescindível a coordenação do cuidado entre a Estratégia Saúde da Família, a Odontopediatria e a Saúde Mental Escolar para mitigar prejuízos neurocognitivos e psicossociais precoces.

https://doi.org/10.55660/revfho.v14i1.335
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Referências

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