A odontofobia na infância e na neurodivergência: protocolos de integração entre medicina da família, psiquiatria e odontopediatria
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Palavras-chave

Odontofobia
Transtorno do Espectro Autista
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade
Saúde Bucal
Atenção Primária à Saúde
Interprofissionalidade

Como Citar

SPADARI, . T. .; GONÇALVES, . C. .; SCOPINHO, . da C. . A odontofobia na infância e na neurodivergência: protocolos de integração entre medicina da família, psiquiatria e odontopediatria. Revista Científica da FHO|Uniararas, Araras, SP, v. 14, n. 1, p. 134–138, 2026. DOI: 10.55660/revfho.v14i1.336. Disponível em: https://ojs.fho.edu.br:8481/revfho/article/view/336. Acesso em: 16 set. 2026.

Resumo

A odontofobia, caracterizada pelo medo intenso e persistente do tratamento odontológico, representa um importante obstáculo para a promoção da saúde bucal infantil, especialmente em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), devido às alterações no processamento sensorial, às dificuldades de comunicação e à elevada sensibilidade aos estímulos do ambiente clínico. Nesse contexto, torna-se indispensável a adoção de estratégias interprofissionais voltadas ao acolhimento, à adaptação e à dessensibilização precoce desses pacientes. Objetivo: propor e discutir a implementação de fluxogramas interprofissionais de acolhimento e dessensibilização precoce na rede pública de saúde, visando favorecer a adaptação da criança ao atendimento odontológico e reduzir os impactos emocionais associados à primeira consulta. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo e prospectivo, fundamentado na proposta de um fluxograma integrado desenvolvido pelo projeto Guardiões do Sorriso, em parceria com o Centro de Especialidade Infantil (CEI) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Rio Claro, São Paulo. O modelo prevê a atuação integrada entre pediatras, estudantes de Medicina, cirurgiões-dentistas e demais profissionais da atenção à saúde, promovendo orientação antecipada às famílias e exposição gradual da criança aos instrumentos e ao ambiente odontológico por meio de recursos lúdicos e educativos, como maquetes ilustrativas e materiais de apoio. Resultados e Discussão: a integração entre os diferentes profissionais favorece a preparação prévia do paciente infantil, reduzindo o impacto dos estímulos táteis, visuais e sonoros característicos do consultório odontológico. A dessensibilização gradual contribui para o fortalecimento do vínculo entre a criança, a família e a equipe de saúde, promovendo maior adesão ao tratamento, redução da ansiedade, diminuição da resistência ao atendimento e melhoria da experiência clínica. Além disso, a incorporação de protocolos padronizados de acolhimento fortalece a integralidade do cuidado e amplia a resolutividade da Atenção Primária à Saúde. Conclusão: a implementação de protocolos preventivos, humanizados e multiprofissionais apresenta potencial para desconstruir a percepção negativa da consulta odontológica, reduzindo a odontofobia, minimizando traumas psicoemocionais futuros e favorecendo a construção de hábitos preventivos desde a infância. A adoção de fluxogramas integrados pode representar uma estratégia inovadora e viável para qualificar a assistência à saúde bucal infantil no âmbito do Sistema Único de Saúde.

https://doi.org/10.55660/revfho.v14i1.336
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